Mulher: A força de trabalho além da própria força

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Mês de março é mês para trazermos à tona assuntos relacionados as mulheres, em toda sua plenitude. Isso não se trata de moda, lacração, feminismo, mas sim, de conscientização. Embora a espécie humana esteja há milênios no planeta Terra, apenas há poucos séculos, que as mulheres têm conquistado seu direito de igualdade de oportunidades de trabalho em relação aos homens. Mas a realidade é que as mulheres se confrontam com desafio de serem bem sucedidas em suas carreiras, muitas vezes enfrentando duplas jornadas (acúmulo de trabalho e atividades domésticas), cuidados com os filhos, etc… Tudo isso sob condições que fisiologicamente não são favoráveis a elas.  


Para compreender, vamos falar um pouco sobre as diferenças entre os hormônios masculino – testosterona – e feminino – estrogênio. A testosterona promove o aumento da deposição de proteínas, o que confere melhor desempenho nas tarefas de força. Por outro lado, o estrogênio promove o aumento do acúmulo de tecidos adiposos, o que confere vantagens nas atividades de resistência (GUYTON e HALL, 2011). Em suma, basicamente é como se homens são mais aptos a atividades de produção de força e mulheres, de resistência. Uma questão muito importante também, é que muitas vezes a mulher atinge a estabilidade profissional após os 35 anos, idade em que a produção de estrogênio reduz drasticamente, causando inúmeras complicações para as mulheres.  


As complicações causadas pela redução da produção de estrogênio pelas mulheres a partir dos 35 anos podem ser inúmeras, tais como: (1) perda da massa óssea, podendo levar a osteoporose; (2) lassidão ligamentar e fraqueza na musculatura, principalmente nos músculos do assoalho pélvico, causando incontinência urinária; (3) redução do tônus das paredes dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças cardiovasculares; entre outras questões como fogachos, alterações de humor, etc (BARACHO, 2014). E tudo isso ocorre exatamente na época em que a grande maioria das mulheres conseguem alcançar seu auge profissional e pessoal.  


Mas tudo isso, não é motivo para se desmotivar; a prática de exercícios físicos é uma excelente alternativa para minimizar os efeitos deletérios da baixa produção de estrogênio das mulheres na média idade. Além disso, os exercícios aumentam a disposição física e ajudam a criar sinapses neuronais, aumentando as atividades cerebrais e melhorando a performance no trabalho (SANDERS, 2018).  


Finalizando, a proposta desta leitura é trazer a luz do conhecimento o quanto a natureza não disponibiliza vantagens para as mulheres e mesmo assim, buscam a força e valentia para continuar sua luta. Parabéns a todas as mulheres! Feliz dia 08 de Março! 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

HALL, John E. Guyton y Hall. Tratado de fisiología médica. Elsevier Health Sciences, 2011. 

BARACHO, Elza. Fisioterapia aplicada à saúde da mulher. In: Fisioterapia aplicada à saúde da mulher. 2014. p. 444-444. 

SANDERS, H. How exercise improves productivity and your brain function. BBFP. 2018.  

Disponível em: https://www.bbfp.com.au/latest-articles/how-exercise-improves-productivity-and-your-brain-function . Acesso em 04 de Março de 2022.


Texto elaborado por Viviane Bastos de Oliveira 

Doutora em Engenharia Biomédica 

Fisioterapeuta do Trabalho